Como as empresas podem ajudar as mães em home office Como as empresas podem ajudar as mães em home office

Como as empresas podem ajudar mães em home office

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Ao falar dos benefícios do home office, o argumento de poder estar sempre perto da família é amplamente usado. É inegável que essa é uma parte muito positiva do formato remoto, mas o posicionamento das empresas também não pode fechar os olhos para as dificuldades enfrentadas por quem precisa trabalhar com filhos pequenos em casa.

O acesso à educação infantil em creches sempre foi uma grande pauta da luta das mulheres por equidade de gênero. Afinal, é a forma de elas garantirem o espaço no mercado de trabalho e serem mães ao mesmo tempo, sem precisar escolher entre um ou outro como nos velhos tempos.

Com a pandemia do coronavírus, o ensino precisou ser remoto e as mães e filhos passaram a fazer o home office e o ensino a distância lado a lado. As duas primeiras semanas em casa podem ter sido de chamego, mas com o passar dos meses, o que se observou foi as mães esgotadas por terem que dar conta de jornadas duplas, triplas ou até quádruplas.

Diante desse cenário, o que as empresas podem fazer para melhorar a experiência das colaboradoras mães em home office? Siga a leitura e confira!

Exercer o lugar de escuta

Antes de tudo, é preciso ouvir o que essas mulheres têm a dizer. Um belo exemplo que virou um case de sucesso da área de Recursos Humanos é o da empresa nova-iorquina de transportes Transfix, que criou o canal ”#Transfixparents” para que os pais e mães pudessem compartilhar ideias e sugestões de recursos para lidar com essa rotina de equilíbrio de criação dos filhos com as responsabilidades profissionais.

”Não é apenas uma questão de gestão de tempo, o que pode ser estressante o suficiente. O preço emocional de ter que se preocupar com o seu trabalho, a educação dos seus filhos e com a saúde e o bem-estar da sua família agora é maior”, afirmou o diretor de RH da Transfix, Brian Christman.

Maior flexibilidade nos horários

O diálogo é muito importante e deve ser o primeiro passo, mas é evidente que é preciso implementar medidas práticas para ajudar o dia a dia das colaboradoras mães. Uma alternativa simples e democrática é garantir uma maior flexibilidade nos horários de trabalho.

A dinâmica dos novos horários precisa ser avaliada de acordo com o funcionamento de cada empresa, mas uma ideia universal é permitir que os colaboradores façam turnos de trabalho ao invés de completarem as oito horas diárias de uma só vez.

Se a mulher diz ser mais produtiva fora do horário comercial, ou relatar que as manhãs são ocupadas pela aula on-line da criança, por que não permitir que ela trabalhe de forma mais confortável? Do lado da empresa, é contraproducente esperar que a colaboradora entregue o seu melhor quando ela não está verdadeiramente disponível.

Benefícios como aliados

Empresas grandes, como a Amazon e a Goldman Sachs, passaram a oferecer benefícios financeiros adicionais e dias a mais de licença para os funcionários com filhos.

Sabemos que, para muitas empresas de pequeno a médio porte, essa não é uma realidade muito possível. A empresa de software de delivery no Texas, ShipStation, se viu nessa situação e ainda assim pensou em soluções para seus quase 300 funcionários.

A ShipStation passou a oferecer uma assinatura paga de um serviço de entrega de alimentos em casa para ajudar na otimização de tempo das tarefas domésticas. Além disso, eles também organizaram atividades recreativas on-line para os filhos dos funcionários se manterem entretidos. Foram feitos shows de mágica, seminários online e até um almoço virtual com a Elsa, de Frozen. Boas ideias não faltam!

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