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Como os médicos estão ajudando o Amazonas na segunda onda da Covid-19

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Frequentemente nos referimos aos médicos e profissionais de saúde em geral como heróis. O termo foi atribuído como reconhecimento pelos esforços na luta por vidas na pandemia do novo coronavírus.

Mas não podemos esquecer que, assim como qualquer um, eles passam por esse momento com as mesmas angústias e sofrimentos que todo mundo, com a diferença de carregar a responsabilidade de estar na linha de frente dessa luta.

Para os que atuam no Amazonas, o trabalho está ainda mais árduo, diante da segunda onda da Covid-19. Ainda cansados de um ano extremamente difícil, eles enfrentam a tragédia com a mesma dedicação.

A eles o nosso respeito e nossa homenagem pelo desempenho, não só profissional, mas humano nesse momento de crise.

E você está acompanhando o que está acontecendo no Amazonas? Sabe como os médicos estão ajudando na condução dessa crise?

Leia o nosso artigo e fique por dentro!

Pedido de socorro

“Acabou o oxigênio de toda uma unidade de saúde. Tem muita gente morrendo! Pelo amor de Deus!”. O pedido da psicóloga Thalita Rocha, na porta do Serviço de Pronto Atendimento, foi a primeira notícia sobre a crise.

O vídeo foi compartilhado nas redes sociais e mostrou o desespero da profissional mediante a situação dramática, que começou no dia 14 de janeiro de 2021. O pedido de socorro sensibilizou o Brasil e o mundo.

A atitude ajudou não só a denunciar o caso, como a formar uma rede de solidariedade para ajudar os hospitais. Mas também é o reflexo de uma categoria que, além da prática médica, não se priva de buscar ajuda de todas as formas possíveis.

Empenho

Não é novidade que desde que a pandemia começou médicos estão incansáveis enfrentando cargas horárias e plantões exaustivos. Muitos deles em cuidados intensivo em hospitais gerais ou de campanha.

Nesse tempo todo estão tendo que lidar com todo tipo de adversidade, desde as médicas, da natureza do vírus, mas principalmente a precariedade estrutural, como a falta de recursos e insumos para o trabalho.

A situação é pior ainda no Amazonas, onde prevalece uma segunda onda da doença, com a maioria dos casos da nova variante do vírus, mais transmissível, fazendo com que precisem ter uma ação mais a rápida nesse socorro.

Imagine praticamente ter que lidar com um novo vírus, sem poder oferecer o mínimo para os pacientes: ar.

Viver em um cenário de guerra, vendo pessoas morrendo asfixiadas e não desistir é mesmo coisa de herói.

Medo

Mas aqui os heróis são de carne e osso e é bom que isso esteja bem claro. Sentimentos como medo, angústia, estresse, também podem levar ao desenvolvimento de transtornos mentais como: ansiedade e depressão.

Viver em um ambiente assim poderia fazer muita gente desistir e pensar: “Vou embora para casa e cuidar da minha família”. A diferença está no juramento que eles fizeram ao receberem o diploma.

Mesmo sabendo que podem entrar para uma triste estatística de mais de 440 médicos que perderam a vida em decorrência da Covid-19, segundo o Conselho Federal de Medicina.

Os dados foram divulgados em dezembro e mostram que a maioria dos casos ocorram no Rio de Janeiro (66); São Paulo (62) e; Pará (62).

Respeito pela vida

No decorrer da pandemia, mas também na explosão de casos no Amazonas, tivemos oportunidade de ver o outro lado dos médicos. O lado humano. Aquele que faz com que muitos usem até de seus próprios recursos para viabilizar um atendimento.

Às vezes trabalhando em condições precárias onde falta até água, como aconteceu em Janeiro, em Manaus. Voluntários criaram “Manaus por um respiro” e também levavam água para os profissionais de saúde nos hospitais.

A dedicação é a principal atitude que mostra o que eles estão fazendo para ajudar o estado a passar por essa tragédia. Diante de tantas dificuldades e convivendo com o sofrimento de tanta gente, eles não desistem de salvar vidas.

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