A pandemia do coronavírus não mudou só nossos hábitos, mas transformou definitivamente o mundo do trabalho. Empresas que nunca adotaram trabalho remoto, talvez o mantenham depois que tudo passar.

Como não se sabe até quando o vírus estará circulando e ainda não há vacina ou remédio específico, profissionais terão que e se adequar ao novo modelo para continuar no mercado, que agora é voltado para o virtual.

Como serviço essencial, a saúde inovou na aplicação da telemedicina, que provou ser uma forma eficaz de atendimento e extremamente necessária para garantir avaliações e acompanhamentos prevenindo o contágio.

Mesmo sem saber, muitos profissionais recorreram à telemedicina atendendo seus pacientes por Whatsapp e chamadas de vídeo. Mas para oferecer um serviço mais seguro o ideal é montar um consultório virtual.

Para isso é preciso seguir alguns critérios para a profissionalização, que a gente te explica em sete passos no texto a seguir.

Ficou interessado no assunto? Então, continue a leitura e confira algumas vantagens de investir em um consultório virtual.

1. Encontre a oportunidade

Selecione pacientes para um follow up ou uma primeira avaliação, principalmente com coleta de uma boa anamnese, entrevista de avaliação geral.

A análise funciona como uma triagem que vai apontar as necessidades do paciente e definir o melhor encaminhamento, até descartando idas desnecessárias a hospitais e emergências.

2. Escolha uma plataforma segura

Com a pandemia atual, muitas ferramentas e alternativas a telemedicina surgiram, sem necessariamente um registro seguro da informação ou até mesmo o uso de ferramentas que exponham à vulnerabilidade de um teleatendimento.

Para isso é sempre importante:

  • Buscar plataformas que garantem enquadramento com a GDPR (General Data Protection Regulation), LGPD (Geral de Proteção de Dados).
  • Procurar sistemas que sigam protocolos de segurança e privacidade como HIPAA (Health Insurance Portability and Accountability Act) e o CCPA (California Consumer Privacy Act).
  • Compliance.

Escolher plataformas que garantam também, além do compromisso com a saúde, com armazenamento dos dados. Por exemplo, garantir que, mesmo com a falência da empresa, as informações ficaram acessíveis por um tempo e também garantir o direito do consumidor, de migrar os dados armazenados para outras plataformas ou bases de informação, não obrigando o cliente a ficar preso ou refém de um único sistema.

Não esquecendo também de garantir integração com sistemas de certificação digital, para ser mais um elemento de legitimidade e veracidade da informação registrada.

3. Entenda onde estão os limites da telemedicina

Como um atendimento à distância é preciso observar dois limites importantes, o técnico e o do exercício legal da medicina.

O primeiro é nítido, já que não há presença física e por isso vai exigir muita atenção do profissional, tanto no exame visual, como na apuração das informações junto ao paciente para um direcionamento correto, sem que seja necessário expô-lo a um exame físico, por exemplo.

Apesar de alguns dispositivos validados, como estetoscópios eletrônicos, que podem auxiliar nessa análise, caso o paciente possua, é preciso ter em mente que há casos em que esse exame presencial será indispensável.

O médico não pode esquecer também de seguir as recomendações das sociedades de sua especialidade para o uso da telemedicina na sua área específica.

E você, médico, já pensou em criar um consultório virtual?

Texto: Luciana Cavalcante

Para manter-se informado, nada melhor do que acessar um conteúdo de qualidade, não é mesmo? Por isso, assine a nossa newsletter e receba, em primeira mão, todas as novidades e tendências do setor!

fale conoscoPowered by Rock Convert