No artigo de hoje, queremos esclarecer algumas dúvidas sobre o Coronavírus.

Como é feito o teste de coronavírus? O que fazer em caso de suspeita? Confira as respostas para essas e outras perguntas. E claro, não entre em pânico! Estamos aqui para tirar todas as suas dúvidas sobre a pandemia.

 Como é feito o teste do coronavírus?

De acordo com o Ministério Público, hoje, são testados somente os casos graves. No entanto, algumas clínicas particulares já possuem disponibilidade para testar pacientes com sintomas leves.

Se o teste for do tipo PCR, primeiro coleta-se uma amostra de dentro do nariz ou do fundo da garganta do paciente. O teste consegue determinar se o material genético do vírus está presente na amostra. Permanece sendo o teste laboratorial de escolha para o diagnóstico de pacientes sintomáticos na fase aguda (entre o 3º e 7º dia da doença, preferencialmente).

Além disso, existe a sorologia para detecção de anticorpos (IgM e IgG). É importante saber que os testes rápidos apresentam limitações e a principal delas é que precisa ser realizado, de forma geral, a partir do 8º (oitavo) dia do início dos sintomas.

 O que fazer em caso de suspeita de coronavírus?

Se você está doente com o COVID-19 ou pensa que possa ter, siga as etapas abaixo para cuidar de si mesmo e ajudar a proteger outras pessoas em sua casa e comunidade.

  • Todas as pessoas da casa devem realizar higiene adequada das mãos, com água e sabão;
  • Permanecer em quarto individual bem ventilado, ou seja, manter janelas e portas abertas;
  • Os membros da família devem ficar em salas separadas. Se isso não for possível, manter uma distância de pelo menos 2 metros da pessoa doente (exemplo, dormir em cama separada);
  • Escolher somente uma pessoa para exercer a função de cuidador. Essa pessoa deve estar em boas condições de saúde, utilizar máscara e manter todo cuidado com a higiene;
  • Não permitir visitas durante o período de isolamento domiciliar;
  • A pessoa em isolamento domiciliar deve ficar o maior tempo possível de máscara cirúrgica;
  • Não compartilhar utensílios;
  • Limpar diariamente as superfícies tocadas com maior frequência e também toda área ocupado pela pessoa em isolamento domiciliar.

A COVID-19 pode apresentar-se sem sintomas ou com poucos sintomas. Quando houver sintomas, os mais comuns são: febre associado a tosse, falta de ar, coriza ou dor de garganta. Os sintomas são inespecíficos e podem estar relacionados a diversas doenças, e na maioria das vezes são leves e autolimitados, no entanto, algumas pessoas apresentam quadros mais graves e precisam procurar ajuda médica imediatamente.

  •  Dificuldade muito grande de respirar;
  •  Dor ou pressão persistente no peito;
  •  Sonolência, incapacidade de despertar e confusão;
  •  Lábios ou rosto azulados;
  •  Febre alta persistente;
  •  Coloração esverdeada e espessa das secreções.

Nesse caso, é importante a utilização de uma máscara e a procura de um serviço de emergência.

O que fazer para melhorar falta de ar?

A falta de ar possui diversas causas e diante do atual cenário na saúde, é preciso estar atento a alguns sinais de alarme, como por exemplo:

  • Acompanhada de outros sintomas, como febre (acima de 37,8°C) e tosse;
  • Se está com sinais de esforço respiratório, como batimento de asa de nariz/ utilização de musculatura acessória;
  • Se as pontas dos dedos e boca estão roxas; entre outros sinais.

Caso apresente algum desses sinais, é fundamental que procure um médico.

Contudo, se não houver critérios de gravidade, a falta de ar pode ser devido a outras causas, como estresse e ansiedade. Sendo assim, é possível controlá-la evitando o estresse e criando uma válvula de escape durante esse período de quarentena.

Algumas das medidas para evitar ansiedade nesse momento são: manter a sua rotina diária, alimentação saudável, atividade física, leitura e meditação.

 O que fazer se estiver com coronavírus?

O manejo da COVID-19 varia de acordo com a gravidade dos sintomas, sendo primordial que procure o médico diante da suspeita de infecção pelo vírus.

Se o caso for leve, é preciso as medidas de suporte respiratório para garantir o conforto do paciente, isolamento domiciliar por pelo menos 14 dias  e monitoramento dos sinais vitais até alta do isolamento.

Já para os casos graves, o manejo inclui a estabilização clínica e o encaminhamento para os centros de referência ou serviço de urgência/emergência hospitalar.

Texto por Lyz Tavares e Marlon Manhães, acadêmicos de medicina e estagiários da Conexa.

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