Nos últimos meses a COVID-19 tem sido pauta de todas as esferas da mídia por se tratar de uma pandemia e promover modificações sociais significativas. 

É sabido que os idosos fazem parte do grupo de risco, aquele que pode ter complicações graves. Por isso, demandam cuidados especiais para prevenção da doença. Mas porque nos idosos a doença se desenvolve de forma diferente, quando comparada em jovens? Quais medidas podem ser tomadas para impedir a infecção?

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População de risco

Segundo o relatório do Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças, 87% dos casos confirmados da infecção tinham entre 30 e 79 anos, e a taxa de letalidade para pessoas com mais de 80 anos era de 15%. Já na Itália 86% dos óbitos por COVID-19 eram de indivíduos com mais de 60 anos de idade.

A explicação para esses dados está num processo biológico chamado como senescência, um envelhecimento natural e gradual do organismo com alterações nas suas funções. 

O sistema imunológico sofre modificações que deixam o corpo mais suscetível a infecções, assim como a função cardíaca, reserva respiratória, função renal e sistema osteomuscular são alterados, permitindo que os idosos tenham mais fragilidade.

Envelhecimento fisiológico

O envelhecimento fisiológico pode ser subdividido em dois tipos: bem-sucedido e usual. No envelhecimento bem-sucedido, o organismo mantém todas as funções fisiológicas de forma vigorosa, semelhante à idade adulta.

No envelhecimento usual, observa-se uma perda funcional lentamente progressiva, que não provoca incapacidade, mas que traz alguma limitação à pessoa.  

O envelhecimento bem sucedido pode ser conquistado com bons hábitos durante a vida, como prática de exercícios físicos, alimentação saudável, boa ingestão hídrica, prevenção de doenças e atividades cognitivas que estimulem a saúde mental.

Prevenção

A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia(SBGG) lista alguns cuidados necessários a serem tomados por idosos, familiares ou acompanhantes:

  1. Hidratação: garantia da ingestão adequada de líquidos;
  2. Higiene frequente com água e sabão ou álcool em gel a 70%;
  3. Limpeza e desinfecção de objetos, superfícies e ambientes;
  4. Vacinação: averiguar se as vacinas do idoso estão em dia, de acordo com Programa Nacional de Imunização;
  5. Visitas e contatos físicos: evitar o recebimento de visitas e contatos como aperto de mão, beijos e abraços.

Restrição de Contato Social

A Comissão de Imunização aconselha que os idosos, idade acima de 60 anos, especialmente portadores de comorbidades e aqueles com mais de 80 anos e portadores de síndrome de fragilidade, adotem medidas de restrição de contato social.

Referências

CORONAVÍRUS E IDOSOS. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 31 de janeiro de 2020. Disponível em: <https://sbgg.org.br/coronavirus-e-idosos/>. Acesso em: 24 de março de 2020.

POSICIONAMENTO SOBRE COVID-19 – SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA (SBGG) – ATUALIZAÇÃO 15/03/2020. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Disponível em :< https://sbgg.org.br/posicionamento-sobre-covid-19-sociedade-brasileira-de-geriatria-e-gerontologia-sbgg-atualizacao-15-03-2020/. Acesso em: 24 de março de 2020.

https://www.uptodate.com/contents/coronavirus-disease-2019-covid-19?search=coronav%C3%ADrus&source=search_result&selectedTitle=1~56&usage_type=default&display_rank=1#references.

Moraes EM. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa. FIOCRUZ [Internet], 2019 [ Acessado em 20 de março de 2020].Disponível em:< http://www5.ensp.fiocruz.br/biblioteca/dados/txt_215591311.pdf>.

Juliana Costa, estudante de medicina e estagiária na Conexa Saúde.