Nos últimos dias você deve ter se deparado com notícias sobre um novo vírus, pertencente à família do coronavírus, que está preocupando o planeta.

Os coronavírus (CoV) compõem uma grande família de vírus que podem causar desde um resfriado comum até síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave (SARS, em inglês) e são conhecidos desde a década de 1960.

No artigo de hoje, iremos esclarecer todas as dúvidas sobre o assunto.

Novo vírus

Todos os indivíduos diagnosticados com o subtipo 2019-nCoV estiveram na cidade chinesa, que já apresenta centenas de casos.

Trata-se de uma nova variante do coronavírus, denominada 2019-nCoV, até então não identificada em humanos. Até o aparecimento do 2019-nCoV, existiam apenas seis subtipos conhecidos capazes de infectar humano, e este último foi identificado em Wuhan, na China, inicialmente.

Transmissão sustentada fora da China

Até agora, não há evidências. Está limitada a grupos familiares e profissionais de saúde que cuidaram de pacientes infectados. Também não há evidências de transmissão de pessoa a pessoa fora da China, mas isso não significa que não aconteça.

Justamente por não saber é que devemos tomar algumas medidas gerais para controle. Outro ponto importante é que há um período de incubação de 2 semanas, presumidamente.

É recomendado evitar os termos “nova gripe causada pelo coronavírus” porque gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus influenza.

Incubação

“Incubação”? O que é isso, Dr?

É o período de exposição ao vírus e início dos sintomas. Ou seja, uma pessoa que viajou para a cidade chinesa até 15 dias atrás pode iniciar um quadro de suspeita de infecção pelo 2019-nCoV.

Sintomas

Pode variar desde casos:

  • Assintomáticos
  • Quadros semelhantes a resfriado
  • Casos graves com pneumonia e insuficiência respiratória aguda, com dificuldade respiratória.

Crianças de pouca idade, idosos e pacientes com baixa imunidade podem apresentar manifestações mais graves, mas ainda não há relato de infecção sintomática em crianças ou adolescentes.

Até o momento, não sabe-se a gravidade e nem a forma de contágio exata do vírus. Além disso, alguns subtipos são mais contagiosos que outros. Lembre-se: procure seu médico para uma melhor avaliação.

Tratamento

Não há um medicamento específico.

Indica-se repouso e ingestão de líquidos, além de medicamentos para aliviar os sintomas. Nos casos de maior gravidade, o uso de oxigênio e mesmo suporte com aparelhos pode ser necessário.

Redução de riscos

  • Evite contato próximo com pessoas que estejam com sintomas de resfriado
  • Lave frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente e antes de se alimentar
  • Use lenço descartável para higiene nasal
  • Cubra nariz e boca ao espirrar ou tossir
  • Evite tocar nos olhos
  • Higienize as mãos após tossir ou espirrar
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas
  • Mantenha os ambientes bem ventilados
  • Evite contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações (ainda não sabemos se há transmissão de animais para humanos)

Material com fim informativo a partir do informe oficial da Sociedade Brasileira de Infectologia (publicado em 24/01/20)

Dr. Gustavo Scaramuzza

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