Diante do atual quadro alarmante do COVID-19 no mundo, apresentamos esse artigo dados reais da epidemia para diversos países, incluindo o Brasil.

Continue a leitura com a gente!

Dados

Esse gráfico, com base em dados do WHO, mostra a curva de evolução em dias dos casos confirmados pelo COVID-19, comparando com os demais países, como China, Itália e Espanha.

Curva de evolução

Como podemos perceber, o Brasil tem mostrado uma curva de evolução tendendo à exponencial, principalmente se confrontado com países como a Espanha e Itália que tiveram crescimento semelhante a partir do vigésimo quarto dia de doença confirmada.

No entanto, é avassalador e preocupante o grande aumento de casos de coronavírus no Brasil, onde no vigésimo dia, o número de casos confirmados (621 em 19/03/2020) é quatro vezes maior comparado ao vigésimo dia da doença na Itália (132 casos em 23/02/2020)¹, que, hoje sofre com um crescente número de pessoas morrendo pela doença diariamente, ultrapassando até mesmo a China, no total.

https://veja.abril.com.br/saude/numeros-comparam-evolucao-do-coronavirus-no-brasil-na-italia-e-no-mundo/

Siga as recomendações

E falando de números absolutos do nosso país, segundo o gráfico, no décimo dia, observamos um total de 31 casos confirmados comparado ao vigésimo dia com 621 casos confirmados, além de 06 mortes notificadas, segundo atualização do dia 19/03/2020 do Johns Hopkins. 

Desse modo, é importantíssimo seguirmos as recomendações sobre as medidas de proteção individual e comunitária para controle e diminuição da propagação da doença. Sendo assim, orientamos:

  • Permanecer em casa, exceto se for buscar ajuda médica;
  • Não visite áreas públicas. Evite aglomerações, transportes públicos, táxis e/ou caronas;
  • Lavar as mãos com água e sabão em maior frequência. Se água e sabão não estiverem disponíveis, utilize álcool em gel 70%;
  • Evite tocar no seu rosto, como nariz, boca e olhos, mesmo com as mãos lavadas;
  • Ao tossir ou espirrar, cubra seu rosto com lenço de papel e jogue-o na lixeira. Se não houver, use a parte interna do cotovelo para cobrir sua face, lavando sempre as mãos em seguida;
  • Evite contato próximo com pessoas doentes, mantendo pelo menos 1 a 2 metros de distância;
  • Se precisar ir ao médico, em caso suspeito ou confirmado de coronavírus, use máscara cirúrgica, para que os profissionais e outros pacientes possam ser protegidos;
  • Evite compartilhar objetos pessoais, como pratos, talheres e copos, e após lave-os completamente com água e sabão. Evite também compartilhar toalhas, telefones e camas;
  • Limpe com frequência as superfícies tocadas por várias pessoas, usando água e sabão ou desinfetante. Isso inclui mesas, maçanetas, interruptores de luz, puxadores, banheiros, torneiras, pias e telefones celulares.
  • Mantenha sua casa arejada e ventilada, pois o risco de exposição ao COVID-19 pode aumentar em ambientes fechados e com pouca circulação de ar.

Sintomas mais comuns

Reforçamos que os sintomas mais comuns do COVID-19 são febre, tosse, falta de ar e coriza ou dor na garganta. Nos casos leves da doença, é orientado pelo ministério da saúde que procure atendimento em Unidades Básicas de Saúde (posto de saúde), a fim de prevenir o contato entre pessoas em um ambiente hospitalar, como na emergência.

Em caso de piora ou surgimento de algum dos sintomas de risco, principalmente dor no peito contínua, dificuldade de respirar, confusão, sonolência e pontas dos dedos ou lábios azulados, orienta-se que procure um serviço de emergência médica.

Lembre-se, em caso de suspeita de coronavírus e necessidade de ir a uma unidade hospitalar, utilize máscara cirúrgica para evitar contágio para outras pessoas.

Cada um fazendo a sua parte, conseguiremos reduzir a curva de crescimento da evolução da doença no país.

Fontes:

https://veja.abril.com.br/saude/numeros-comparam-evolucao-do-coronavirus-no-brasil-na-italia-e-no-mundo/
https://coronavirus.jhu.edu/map.html

https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/

https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/

Texto: Jake Pinheiro, estudante de medicina e estagiária da Conexa