Numa era em que o avanço da tecnologia faz com que os processos caminhem cada vez mais para a automação em todas as áreas, é importante lembrar que nada substitui o fator humano.

Mesmo que as máquinas sejam capazes de fazer quase tudo ainda precisam de pessoas para operá-las e, alguns processos realmente só surtem um bom efeito se realizados por nós.

Um deles é o atendimento no varejo, por exemplo. Com um consumidor cada vez mais exigente, pesquisa do CXTrends, do ano passado, concluiu que 68% dos entrevistados estavam insatisfeitos com o serviço e apontaram a falta de qualificação como motivo.

Esse é apenas um recorte que mostra a importância de levar em consideração o capital humano e valorizá-lo para obter bons resultados, mas há muitos outros. 

Ficou interessado no assunto? Então, continue a leitura e confira algumas vantagens de investir no fator humano da sua empresa. 

Diferentes visões

O estudo do fator humano está dividido em três partes principais. Segundo WEIL (1980), elas são:

  • Adaptação do homem ao trabalho: Podemos classificar as pessoas por seus gostos, interesses, personalidades e aptidões, certo? Sendo assim, o rendimento e desempenho serão melhores em atividades com um objetivo maior e claro;
  • Adaptação do trabalho ao homem: o ambiente físico deve ser adaptado ao funcionário. Estamos falando de ergonomia. Ela influencia na satisfação, rendimento, saúde e qualidade do trabalho;
  • Adaptação do homem ao homem: um ambiente de trabalho satisfatório, onde há confiança, motivação e respeito vai determinar a importância que o funcionário dá ou não a ele. Dessa forma podemos ver se líderes estão sendo eficazes e colaboradores engajados e vendo propósito em suas funções. 

Estratégia

Não basta manter os funcionários motivados ou mesmo oferecer qualidade de vida no trabalho. É preciso valorizar o esforço das equipes, bem como dos indivíduos isoladamente, evitando clima de competitividade.

Isso pode ser feito investindo em capacitação como estratégia de crescimento, não só dos trabalhadores, mas com reflexo no desempenho deles na empresa, o que, consequentemente, melhora os números. 

Lembrando que funcionários valorizados tendem a permanecer na empresa, diminuindo a rotatividade e os custos com ela.

Segurança do trabalho

O fator humano não é responsável apenas pelas decisões estratégicas, mas também das operacionais, que são de suma importância para que a empresa tenha atuação preventiva em acidentes de trabalho.

Mas com tantas dimensões de trabalho, como compreender melhor os comportamentos e ações das pessoas dentro de um sistema complexo de operação? Para responder essa questão, entramos na teoria do Queijo Suíço de James Reason – 1990.

Teoria do queijo suíço

Essa teoria parte do pressuposto que os seres humanos falham e que os erros já são esperadosAté mesmo nas melhores organizações.

Os erros têm origem em fatores sistêmicos que estão acima da natureza ser humano. Então, defesas, barreiras e salvaguardas dos perigos precisam funcionar como a chave para a segurança das pessoas. 

Portanto, compreender os fatores humanos na sua organização é a chave para uma atuação preventiva e para evitar os acidentes de trabalho. Além de melhorar os resultados da organização.

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Texto: Luciana Cavalcante

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