Pesquisas mostra mudança na perspectiva dos empresários sobre o home office.

Antes da pandemia o home office era visto com desconfiança pelos empresários mais tradicionais. Mas com a necessidade do isolamento social, essa desconfiança deu lugar à necessidade.

Por isso, apesar de regulamentada no Brasil desde 2011, sua adoção ainda era tímida e atingia apenas 3% dos trabalhadores, segundo o relatório da Eurofound e Organização Internacional do Trabalho (OIT).

As maiores inseguranças

As maiores inseguranças dos empresários eram quanto à produtividade de seus colaboradores; a capacidade deles em gerenciar o tempo entre tarefas domésticas e demandas de trabalho; e a dificuldade em mensurar o desempenho de cada um.

Após quatro meses de isolamento social no Brasil, a Robert Half Brasil realizou uma pesquisa com 350 empresários e percebeu uma mudança nesse panorama.

O resultado mostrou que 62% dos executivos disseram que sua expectativa sobre o que seria o trabalho remoto mudou positivamente.

Motivos da mudança

Entre as principais razões para essa mudança estão:

  • Manutenção da produtividade;
  • Eficiência das reuniões por vídeo;
  • Os bons níveis de atendimento aos clientes;
  • A facilidade de implementar as tecnologias necessárias para a realização das demandas.

Outro dado interessante mostrado é que 89% dos que responderam à pesquisa pretendem possibilitar que o trabalho remoto seja realizado com uma frequência maior.

Entre os funcionários, a possibilidade de trabalhar de casa é vista com bons olhos. Outra pesquisa recente da Robert Half Brasil, mostrou que 86% dos entrevistados gostariam de poder fazer isso com maior regularidade. As razões mais citadas são a economia de dinheiro e tempo no deslocamento para o trabalho e por se sentirem mais produtivos em casa.

Novas medidas no modo de trabalho

Agora os gestores se preparam para uma reabertura gradual e estão cientes da necessidade de investir em novas medidas no modo de trabalho como o escalonamento de seus funcionários, o uso da máscara e a melhora nos protocolos de limpeza.

Outro desafio será manter a motivação de seus colaboradores em um novo ambiente. Entre as medidas pensadas para atingir esse objetivo estão:

  • Desencorajar ou limitar as horas extras para que seus funcionários consigam manter um bom gerenciamento da vida pessoal;
  • Oferecer benefícios para a saúde física e mental;
  • Oferecer atividades e treinamento voltados para o desenvolvimento pessoal ou profissional, entre outros.

Para gerenciar as novas formas de trabalho, as psicólogas Christiane Valle e Patrícia Lenine, da Zero Barreiras, preparam algumas dicas importantes:

  • Reconhecer e aceitar o “novo normal” – não negar que será diferente e serão necessárias novas etiquetas e protocolos de convívio;
  • Ajudar as equipes a permanecerem conectadas – não é preciso estar presente para estar conectado, usar os outros meios de comunicação para manter o relacionamento;
  • Manter conversas virtuais não relacionadas ao trabalho – já não temos o cafezinho, mas porque não ficar um pouco depois do assunto de trabalho resolvido, falando sobre nossas vidas e como estamos;
  • Empatia – quando alguma decisão do outro te incomoda, tentar se colocar no lugar dele e entender o porquê, converse;
  • Respeito pelo coletivo – se você “burlar” um voto de confiança da empresa, não estará somente se colocando em risco, mas poderá trazer a descredibilidade do modelo de teletrabalho;
  • Respeitar os diferentes modelos mentais – o que é importante para o outro pode não ser importante para você;
  • Seja você – não tenha vergonha de falar de seus limites e colocar seu ponto de vista! Ninguém vai cuidar de você melhor do que você mesmo!

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