A vacinação é considerada um dos grandes marcos na saúde.

Em 1904, Oswaldo Cruz realizou campanhas e ações de vacinação em massa, com poucas informações sobre o assunto. Com isso, reduziu ou até mesmo erradicou diversas doenças como sarampo, coqueluche, meningite, poliomielite, entre outras.

Entende-se como doenças erradicadas, aquelas que após as vacinações coletivas não acometem mais a população do local.

Então, no artigo de hoje iremos falar sobre o reaparecimento de doenças que estavam erradicadas no Brasil. Acompanhe!

O retorno das doenças infecciosas

Nos últimos meses, começou a ter um surto de Sífilis na China. Doença que há mais de 50 anos estava erradicada, volta sendo a principal forma de doença sexualmente transmitida entre os chineses de Xangai.

Na Europa e Estados Unidos, houve uma incidência maior nos últimos tempos de Mal de Chagas. O mesmo ocorre com a Tuberculose em países desenvolvidos e subdesenvolvidos.

Além dessas doenças, a dengue ficou muito tempo sem se manifestar na população brasileira. Porém, nos dias de hoje, o país possui recordes de contaminação.

Histórico das doenças reemergentes

Os vírus, principalmente de RNA, apresentam altas taxas de mutação, como é o caso do vírus influenza. Por esse motivo, alguns são mais virulentos que outros e podem se deslocar de um continente a outro em poucas horas, além da importação de animais que podem carregar o vírus e transmiti-lo ao homem.

Isso ocorreu com um grupo dos filovírus, os quais foram introduzidos na Alemanha por meio de macacos importados de Uganda, causando a morte de 8  pessoas que infectaram pelo vírus.

O Vírus Ebola causou surtos no Zaire e Sudão em 1995 com 77% de letalidade.

Outra importante infecção é pelo vírus HIV, originado nas regiões centrais africanas, a partir de amostras de vírus circulando entre primatas e atingindo o homem.

Ademais, a febre amarela inicialmente considerada doença de primatas, tem a capacidade de alcançar o homem e atingir áreas endêmicas sem proteção vacinal.

Casos de Febre amarela

Na África Ocidental, mais de 100 milhões de pessoas foram vacinadas em 2015 para Febre Amarela. Mas no final de 2015, ocorreu um surto da doença que atingiu cerca de 70% dos casos em homens na Angola e República Democrática do Congo.

Acredita-se que esse surto é devido a alta densidade populacional associado à baixa cobertura vacinal dos homens. 

No mesmo período foram relatados 9 casos fatais da doença, sendo 5 no Brasil e em pessoas que não receberam vacinas, mesmo tendo sido áreas recomendadas para imunização.

Portanto, a relação entre a baixa cobertura vacinal e alguns fatores externos como: desmatamento e acidentes ambientais, em habitats de animais selvagens, são consideradas possíveis motivos para o surto. 

É necessário ter medidas necessárias para a prevenção da reurbanização da febre amarela.

São elas a coleta regular do lixo, educação sanitária para eliminar criadouros do mosquito e aplicação de larvicidas nos depósitos de água, evitar vasos com água, promover imunização, realizar vigilância epidemiológica de casos suspeitos, isolar doentes suspeitos durante o período de viremia para evitar a contaminação dos mosquitos existentes na área.

Casos de Poliomielite

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil possui municípios que são considerados áreas de risco, com exceção de Rondônia, Espírito Santo e Distrito Federal.

Vale ressaltar que em São Paulo, 44 cidades estão em alerta. Bahia e Maranhão, são os estados que possuem menores taxas de cobertura vacinal nos últimos anos, com cerca de 15%.

Para a prevenção da doença há 2 vacinas: Vacina Oral Poliomielite (VOP) e a Vacina Inativada Poliomielite (V IP). A primeira é administrada por via oral, aos 2, 4 e 6 meses de vida, com reforço aos 15-18 meses e aos 5 anos de idade. Já a VIP é injetável, realizada aos 15 meses e reforço com 4 anos. 

Sarampo está de volta

Uma das doenças erradicadas que está de volta no dias atuais é o Sarampo

De acordo com os dados epidemiológicos no Brasil já foram confirmados 967 casos de Sarampo. Esses casos são devido às pessoas que não se vacinaram por decisão individual ou que viajaram  de um ambiente com alta imunização para outro com baixa cobertura, manifestando em pessoas que não são vacinadas. 

Em 3- 5 dias começam a surgir manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas, que expande por todo corpo. A persistência da febre é um sinal de alerta e pode indicar gravidade, principalmente em crianças menores de 5 anos de idade. 

Medidas de controle

Para o controle das doenças infecciosas deve-se ter vigilância epidemiológica, investigar e acompanhar os patógenos emergentes e os fatores de risco para a doença.

Além disso, é preciso investir em pesquisa aplicada sobre os casos notificados e implementar medidas preventivas dos novos casos em apoio à saúde pública.

É necessário que o profissional da saúde tenha papel ativo na divulgação dos benefícios associados a imunização, sendo importante medida para assegurar saúde e qualidade da vida para a população. 

Quer saber mais informações sobre a vacinação? Então, entre em contato com a Conexa Saúde e saiba mais sobre o que é telemedicina.   

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