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Oncologia: a importância do homem saber pedir ajuda

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Sabemos que faz parte da nossa humanidade sermos falíveis e imperfeitos, mas é totalmente diferente saber disso e viver isso.

Quando temos o diagnóstico de uma doença grave, este conceito inunda a nossa realidade. Saber-se com câncer torna o sentimento de vulnerabilidade quase inevitável.

Mas é importante que o homem saiba pedir ajuda. É sobre isso que iremos falar no artigo de hoje.

Boa leitura!

O início de uma grande batalha

Muitas visitas médicas, muitos hospitais e investimento em tratamentos, desde quimioterápicos até radioterapias… E junto com tudo isso começa a ansiedade, insônia, agitação e o medo.

Reações comuns de quem está em uma batalha pela vida. Mas em muitos casos a dor não controlada (que pode ser decorrente de cirurgias ou tratamentos) pode agravar os sintomas, trazendo a irritabilidade, a raiva, o desespero e crises agudas de ansiedade. E o sentimento de tristeza começa e se tornar mais presente no dia-a-dia.

E isso tudo pode justificar porque a depressão é o transtorno psiquiátrico mais comum em pacientes com câncer, com prevalências variando de 22% a 29%. (vide artigo referenciado) E depois fica difícil saber quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha. Ou seja, se a depressão aumenta a intensidade da dor ou se ela é uma das consequências da dor. Mas de uma coisa sabemos: que existe uma relação entre ambos.

Saúde mental para entrar nessa luta

Então, tão importante quanto buscar um tratamento eficiente para o câncer, é estar saudável emocionalmente para lutar nesta batalha.  Já se sabe que a depressão se associa a um pior prognóstico e aumento da mortalidade pelo câncer. 

É muito comum querer parecer forte, e ocultar os sintomas da depressão, como uma forma de fazer acreditar que “sou um paciente do qual vale a pena investir”. Mas o quanto antes começar a cuidar do seu lado emocional, melhor são as possibilidades de ele ser um aliado nesta guerra.

Percebemos que é muito importante a existência de suporte social, como família e amigos. Os antidepressivos também ajudam, mas nem todos os casos necessitam de medicamentos. Às vezes, o acompanhamento psicológico já é suficiente. Além disso, é bom alinhar à terapia, a alimentação saudável, atividades físicas, relaxamento, dentre outras.

Se dar conta da finitude pode ser muito assustador. Mas quando nos descobrimos fortes para viver, com toda intensidade, com medos e também superações, podemos nos experimentar de maneira que não tínhamos imaginado. E nos perceber mais humanos, fracos e fortes ao mesmo tempo, mas sobretudo, capazes de vencer!

Texto: Patrícia LenineCRP: 05/20557

Referência

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832009000900007#:~:text=A%20depress%C3%A3o%20%C3%A9%20o%20transtorno,da%20exist%C3%AAncia%20de%20suporte%20social

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