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Quais as normas da telemedicina no Brasil?
Telemedicina

Quais as normas da telemedicina no Brasil?

De acordo com a OMS, a definição de Telemedicina consiste na oferta de serviços ligados aos cuidados com a saúde. Tal oferta ocorre nos casos em que a distância é um fator crítico.

Tais serviços são providos por profissionais da área da saúde. São utilizadastecnologias de informação e comunicação para o intercâmbio de informações válidas para diagnósticos, prevenção e tratamento de doenças. Além da contínua educação de provedores de cuidados com a saúde, assim como para fins de pesquisas e avaliações. Tudo no interesse de melhorar a saúde das pessoas e de suas comunidades.

É inegável que o Brasil oferece diversas oportunidades para o desenvolvimento da Telemedicin. O país possui grande extensão territorial, vários locais com dificuldade de acesso e que apresenta desigualdade no serviço de saúde. Sendo assim, a telemedicina seria a pedra angular para garantir o direito à saúde.

Como tudo começou…

Como o Conselho Federal de Medicina relata, a telemedicina foi originalmente criada com o objetivo de prestar assistência aos pacientes que residem em locais distantes. Ou seja, sem acesso à saúde ou em áreas com escassez de especialistas.

Gradativamente, aumentam as inovações na saúde e fica indiscutível as melhorias associadas, como maior acesso e equidade. Diante o cenário tecnológico atual, é preferível agilidade nas salas de espera atrelado a cuidados imediatos para condições menos graves.

Segundo o artigo Telemedicina: desafios à sua difusão no Brasil, a telemedicina é como um sinergismo entre os profissionais da saúde e a tecnologia. É uma área de atuação interdisciplinar. Logo, a telemedicina envolve diversos setores, desde gestão até a assistência e pesquisa na saúde.

É de conhecimento geral que em dezembro de 2018 foi divulgada a Resolução do Conselho Federal de Medicina, nº 2.227/18. Essa resolução consite em novas definições e propostas a serem implementadas.

Foi definida a telemedicina como “o exercício da medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, educação, pesquisa, prevenção de doenças e lesões, e promoção de saúde”.

Ela pode ser usada em tempo- real (síncrona) ou assíncrona, para discussão de casos, telemonitoramento, entre outros.

Teleatendimento

Os dados pessoais/clínicos dos pacientes e imagens realizadas devem ser compartilhadas com outro profissional à distância somente se autorizado. A autorização se dá por meio de consentimento informado, livre e esclarecido, devendo fazer parte do Sistema de Registro Eletrônico/ Digital do teleatendimento. 

Outra preocupação constante é a segurança durante a transmissão dos dados e imagens dos pacientes pela internet.

Teleconsultas

Uma utilização muito importante da tecnologia são as teleconsultas. Por meio delas, é possível ter outras opiniões de diversos especialistas e monitorar a adesão terapêutica.

No entanto, foi definido que para realização de teleconsultas é obrigatório a distância entre paciente o médico assistente. Também foi estabelecido que a primeira consulta deve ser presencial, com estabelecimento da relação médico-paciente.

Essa relação só poderá ser estabelecida virtualmente se as áreas forem geograficamente remotas e se houver condições adequadas para essa interação.

Teleinterconsultas

Entre uma consulta e outra, surgem diversas dúvidas aos pacientes. As dúvidas envolvem se podem tomar outro medicamento, se estão tomando corretamente, efeitos adversos das medicações.

Enfim, questões facilmente encontradas em sistema de saúde e que podem ser prontamente resolvidas. A troca de informações e conhecimentos ocorre entre os médicos do local e especialistas. Dessa forma, melhora-se o atendimento, havendo maior clareza para cada quadro.

Por isso, foi estabelecido as teleinterconsultas para troca de informações e opiniões entre os médicos para o auxílio diagnóstico, terapêutico ou cirúrgico, ou até mesmo com o paciente diretamente.

Telecirurgia

É a realização de procedimento cirúrgico remoto em localizações distantes, a partir de tecnologias seguras com o médico presente e equipamento robótico, facilitando a transmissão de conhecimentos e melhor interação/ relação entre os profissionais. 

A equipe médica deve ser composta por: médico operador do equipamento robótico e um médico responsável pela manipulação instrumental no local do procedimento. 

Uma das grandes vantagens da telecirurgia é a possibilidade da teleconferência, através de vídeo em tempo-real, com a finalidade de ensinar ou treinar um grupo de médicos.

Teletriagem e o Telemonitoramento

Entende-se que a teletriagem é quando um médico avalia os sintomas à distância para definição e direcionamento do paciente para o especialista mais adequado, evitando a superlotação em uma especialidade que não seria a ideal para a resolução do caso.

Já o telemonitoramento é a vigilância dos parâmetros de saúde e/ou doença por meio de fotos, sinais e dados de dispositivos em regime hospitalar ou domiciliar, para garantir um diagnóstico precoce ou controle da doença.

Como são feitas as prescrições médica?

Para a prescrição, após definido o plano terapêutico em conjunto com especialistas e o paciente, é necessário conter a identificação do médico, CRM e endereço, identificação e dados do paciente, registro da hora e data e a assinatura digital do médico ou outro meio legal que comprove a veracidade do que foi determinado no plano terapêutico.

Em virtude dos inúmeros benefícios à população e aos médicos, sabe-se que a telemedicina é a ferramenta com diversas soluções para os problemas atuais na saúde, baseando-se nos princípios do SUS: equidade, integralidade e universalidade.

Então, o que você achou deste artigo? Deixe a sua opinião nos comentários e compartilhe esse conteúdo para outras pessoas também ficarem sabendo sobre as normas da telemedicina no Brasil!


Texto: Lyz Tavares 

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