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Sarampo e orientações de vacina
Bem Estar

Sarampo e orientações de vacina

Em outro artigo do blog, falamos sobre o sarampo e os surtos no Brasil. Hoje, iremos abordar orientações para vacina.

Dados preliminares da OPAS/OMS mostram que os casos notificados de sarampo no mundo cresceram 300% nos primeiros três meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2018. Isso ocorre após aumentos consecutivos registrados nos últimos dois anos.

Segundo o CDC (Centers for Disease Control), 300 crianças morrem por sarampo por dia no mundo. Muitos países estão em meio a surtos consideráveis de sarampo, com todas as regiões do mundo experimentando aumentos sustentados nos casos. Entre os que registram surtos atualmente estão a República Democrática do Congo, Etiópia, Geórgia, Cazaquistão, Quirguistão, Madagascar, Mianmar, Filipinas, Sudão, Tailândia e Ucrânia.

Países com alta cobertura geral de vacinação

Nos últimos meses, também ocorreram picos no número de casos em países com alta cobertura geral de vacinação, incluindo os Estados Unidos, Israel, Tailândia e Tunísia, à medida que a doença se espalhou rapidamente entre grupos de pessoas não vacinadas.

Conforme dados do CDC, os Estados Unidos reportaram 1164 casos confirmados de sarampo em 2019 (até 25/Julho). Este é o maior número de casos reportados no país desde 1992 e desde que a doença foi declarada eliminada em 2000.

Segundo o Informe n.º 44 da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, no Brasil foram confirmados 561 casos de sarampo em 2019 (até 18/Julho), distribuídos nos estados de São Paulo (484), Pará (53), Rio de Janeiro (12), Minas Gerais (4), Amazonas (4), Santa Catarina (3) e Roraima (1).

Número de casos confirmados cresceu

Em novo balanço divulgado nesta terça-feira (30) pela Secretaria Estadual de Saúde, no estado de São Paulo, o número de casos confirmados da doença cresceu 30% em 11 dias subindo para 633. A maioria dos registros está na capital. Embora representem aproximadamente 20% da população paulista, os jovens respondem por aproximadamente metade dos casos registrados no Estado.

Devido à explosão do número de casos em SP nos últimos meses, uma campanha especial de vacinação está sendo realizada na capital e em algumas cidades com foco em jovens de 15 a 29 anos, considerada a faixa etária mais suscetível por não ter tomado a segunda dose da vacina. Na semana passada, a Prefeitura de SP ampliou o público-alvo da campanha também para bebês com idade entre seis meses e um ano.

Rio de Janeiro

No estado do Rio de Janeiro (período de 01 de janeiro a 18 de julho de 2019), foram notificados 66 casos suspeitos de sarampo, sendo 12 (18,2%) confirmados, 39 (59,1%) descartados e 15 (22,7%) permanecem em investigação. Os casos confirmados estão distribuídos em Paraty (10), Rio de Janeiro (1) e Nilópolis (1).

A maior concentração de casos confirmados está na faixa etária dos menores de 1 ano de idade. No Estado do RJ, não está sendo realizada campanha especial de vacinação contra o sarampo, neste momento. Está mantida a rotina de vacinação nos postos com idade de 1 a 49 anos.

Proteção

É considerado protegido aqueles que receberam duas doses da vacina acima de 1 ano de idade, com intervalo mínimo de um mês. Para quem já possui esquema completo não há evidências que justifiquem uma terceira dose como rotina, podendo ser considerada em situações de surto e risco para doença.

Em situação de risco para o sarampo – surto ou exposição domiciliar – a primeira dose pode ser aplicada a partir de 6 meses de idade. Nesses casos, a aplicação de mais duas doses após 1 ano de idade ainda será necessária.

Pessoas não vacinadas ou sem comprovação de doses aplicadas

Crianças mais velhas, adolescentes e adultos não vacinados ou sem comprovação de doses aplicadas são recomendadas duas doses com intervalo de um a dois meses. O sarampo confere proteção permanente, portanto, pessoas com histórico confirmado da doença não precisam se vacinar.

Indicação e contra-indicação

A vacina Tríplice Viral é contra-indicada para gestantes, pessoas imunossuprimidas por doença ou uso de medicação, e história de anafilaxia após aplicação de dose anterior da vacina. É aconselhável evitar a gravidez por 30 dias após a vacinação. Pacientes que irão realizar a Tríplice Viral e/ou Tetra Viral devem aguardar no mínimo 30 dias para vacinação contra a Febre Amarela.

Segundo a SBIM (Sociedade Brasileira de Imunizações), a maioria das crianças com história de reação anafilática a ovo não tem reações adversas à vacina e, mesmo quando a reação é grave, não há contra-indicação ao uso da vacina Tríplice Viral.

Foi demonstrado, em muitos estudos, que pessoas com alergia ao ovo, mesmo aquelas com alergia grave, têm risco insignificante de reações anafiláticas. No entanto, é recomendado que estas crianças, por precaução, sejam vacinadas em ambiente hospitalar ou outro que ofereça condições de atendimento de anafilaxia.

Os eventos adversos mais comuns são reações locais (ardência, vermelhidão, dor e formação de nódulo), que acometem menos de 0,1% dos vacinados e febre alta (maior que 39,5ºC), que surge de cinco a doze dias após a vacinação, com um a cinco dias de duração e pode ocorrer em 5% a 15% dos vacinados.

Vamos acompanhar as novas notificações e as possíveis mudanças nas recomendações do Ministério da saúde.

E não esqueça: a vacinação é o melhor remédio!

Mônica Rodrigues

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