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O que são Sintomas e Sinais na prática clínica

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O exame clínico é construído pela história natural da doença e pelo exame objetivo, direcionada a queixa.

Com as novas tecnologias em exames, a clínica detalhada tem sido negligenciada. No entanto, esta é a base inicial no processo diagnóstico para assim encaixar determinada queixa em alguma doença que se apresenta com certos sinais e sintomas característicos.

Para o raciocínio clínico é fundamental a interpretação dos sintomas e sinais manifestados por cada paciente, em uma análise horizontalizada, visando o contexto em que o indivíduo está inserido. Em certas situações, é possível encontrarmos os sinais e sintomas patognomônicos de determinadas síndromes, direcionando a  investigação mais objetiva. 

Continue lendo e saiba como identificar o que é um sintoma e um sinal, e qual significado tem na prática clínica. 

O que é um sintoma?

O sintoma é uma queixa subjetiva, com um sentido para o paciente, mas que depende de sua verbalização, como relato um de dor. Sendo assim, cabe ao médico dar um significado para ele, visto que toda queixa é algo que proporciona um sofrimento para o indivíduo, e nunca deve ser desprezado. 

A pessoa quando procura uma assistência, precisa receber cuidados, ser acolhida, sem simplificações do seu estado e não apenas excluir alguma doença orgânica. 

Como identificar os sinais de uma doença?

Diferente do sintoma, o sinal é um dado objetivo e verificável. Como por exemplo, as pintas vermelhas pelo corpo podem ser um sinal de sarampo. 

Voltando a etimologia da palavra, sinal vem do latim “ signalis”, que significa indício/ vestígio de algo. 

Os sinais como são apresentações visíveis pelo profissional, proporciona, muitas vezes, maior clareza durante o raciocínio clínico. 

Abordagem diagnóstica no paciente com Insuficiência Cardíaca

A Insuficiência Cardíaca (IC), por exemplo, é considerada uma síndrome apresentando diversos sinais e sintomas. 

A IC está associada a múltiplas admissões hospitalares por descompensações, baixa qualidade de vida, risco de morbimortalidade precoce e altos custos para o sistema de saúde. Sendo assim, para evitar mais gastos, os exames invasivos têm sido substituído pelos sinais que o paciente apresenta, podendo definir, por exemplo, o perfil hemodinâmico da IC. 

Para a classificação do perfil hemodinâmico é preciso estar atento a presença ou ausência de sintomas e sinais congestivos, como edema de membros inferiores e evidências clínicas de perfusão periférica comprometida, baseando-se nos sinais e sintomas de baixo débito cardíaco, como a hipotensão. 

Os principais sinais e sintomas identificados no caso de descompensação, com as respectivas frequências, são: Dispnéia (91,4%), Dispnéia paroxística noturna (87,5), cansaço (67,3), edema (63,7%), ortopnéia (55,4%) e turgência jugular (28,7%). 

Portanto tudo o que o paciente apresenta são características definidoras de alguma alteração, seja ela cardiovascular, como psíquica ou emocional, o que merece todo acolhimento do profissional. 

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