Sarampo é uma doença transmitida por um vírus altamente contagioso e  pode acarretar consequências para a saúde, principalmente para crianças, com alta mortalidade.

Por outro lado, sabe-se que a vacina contra o sarampo é altamente eficaz e tem salvado muitas vidas. Sendo assim, é considerado um tema de grande relevância, visto o atual cenário na saúde.

Quer entender melhor sobre o assunto e como se prevenir? Então, continue com a gente e saiba mais!

Panorama atual da doença e epidemiologia

O Sarampo é considerado uma doença infecciosa exantemática aguda, transmissível e contagiosa, podendo gerar desde complicações leves até óbito, especialmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. 

Em 2018, até 10 de dezembro, foram registrados 10.262 casos confirmados, desses 12 evoluíram para óbito. Já em 2019, até o dia 12 de julho, foram confirmados 426 casos, sendo as maiores incidências nos estados de São Paulo e Pará.

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações, este cenário epidemiológico reforça a necessidade de altas e homogêneas coberturas de imunizações, além da constante vigilância epidemiológica (com notificação de casos suspeitos em 24h, investigação ágil, adequada coleta e envio das amostras), mesmo em países onde não há mais a circulação do vírus. 

É de conhecimento geral que os profissionais da saúde estão sujeitos a diversas infecções, e se for susceptível ao Sarampo, ou seja, não foi vacinado, possui 13 a 19 vezes mais chances de se infectar, quando comparado a população geral.

Como ocorre a Transmissão do vírus

A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, através da dispersão de gotículas com partículas virais no ar, que podem durar por tempo relativamente longo no ambiente. Essa disseminação é muito frequente em locais fechados, como escolas e clínicas.

A fase da doença considerada transmissível é quando a pessoa apresenta-se com febre alta, mal estar, coriza e tosse, durando até 4 dias após o surgimento de manchas vermelhas pelo corpo. 

Clínica e diagnóstico

Clinicamente, se manifesta com febre alta (acima 38,5°C), exantema máculo-papular generalizado, tosse, coriza, conjuntivite e manifestações orais como: manchas de Koplik (pequenos pontos brancos na mucosa jugal). 

O diagnóstico laboratorial consiste em realizar a detecção de anticorpos IgM no sangue (fase aguda), desde os primeiros dias até a 4ª semana após o surgimento do exantema.  Já os anticorpos IgG para Sarampo podem, eventualmente, estar presentes na fase aguda e permanecem detectáveis ao longo da vida. 

Complicações da doença

Se presença de febre por mais de 3 dias, após o aparecimento do exantema, esse é um sinal de alerta, sugestivo de complicações.

As complicações são, em geral, infecções respiratórias, otites, doenças diarreicas e neurológicas, como encefalite, que pode ocorrer depois do 20° dia de doença.

Uma complicação neurodegenerativa fatal, felizmente rara, e que pode acontecer de 7 a 10 anos após infecção por sarampo, é PanEncefalite Esclerosante Subaguda (PEES). Doença caracterizada por deterioração intelectual, convulsões, mioclonias e evolui para descerebração e morte.  

Importância da Notificação de casos suspeitos e confirmados

O Sarampo é uma doença de notificação compulsória. A importância dessa notificação é manter a eliminação da infecção a partir da vigilância epidemiológica, permitindo assim medidas de controle e profilaxias. 

A notificação pode ser baseada em casos suspeitos ou confirmados. Os casos suspeitos são aqueles pacientes que apresentam febre e exantema maculopapular acompanhados de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas, independente da situação vacinal: 

  • Tosse
  • Coriza
  • Conjuntivite

Além disso, também pode ser considerado como caso suspeito todo indivíduo com história de viagem para regiões de risco nos últimos 30 dias ou contato com alguém que viajou para essas regiões.

Já os casos confirmados são baseados em critério laboratorial e vínculo epidemiológico. O critério laboratorial é feito a partir de exame de sangue com resultado “reagente” ou “soropositivo para IgM”. Enquanto que o Vínculo epidemiológico é quando o caso suspeito teve contato com caso de sarampo confirmado por exame laboratorial e que apresentou os primeiros sintomas da doença entre 7-18 dias após exposição.  

Profilaxias e recomendações gerais 

De acordo com o Ministério da Saúde,  todos os indivíduos, de 1 a 29 anos de idade, que tiveram 2 doses da vacina, são considerados protegidos para Sarampo. Entre 30 -49 anos, se não tiver comprovação das vacinas, devem receber pelo menos uma dose da vacina Tríplice viral. 

Confira o calendário Nacional de vacinação e observe se as vacinas estão em dia. 

Essa vacina não é recomendada para crianças menores de 6 meses de idade, gestantes e imunodeprimidos. 

É preciso estar atento aos casos confirmados para Sarampo a fim de realizar intensificação vacinal e planejar estratégias em locais que ocorrem aglomeração de pessoas, como: festas, feiras, rodoviárias, universidades e escolas, empresas, entre outros.

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Texto: Lyz Tavares   

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