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TDAH: você sabe o que é?

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Quase todo mundo já escutou uma vizinha , um colega de trabalho ou uma conversa em rodinha de amigos comentando sobre uma criança que é hiperativa ou uma criança que é desatenta, que tem dificuldade de prestar atenção na aula, etc.

Também infelizmente é comum pais já levarem o filho ao pediatra ou psiquiatra com o diagnóstico pronto: “Meu filho tem TDAH. Ele é muito agitado, doutor”.

Mas será que as pessoas sabem realmente o que é TDAH?

Continue a leitura com a gente e entenda melhor sobre esse assunto.

TDAH

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade segundo o DSM-V pode ser definido: “como um padrão persistente de inatenção e / ou hiperatividade-impulsividade que interfere no funcionamento ou no desenvolvimento ao longo do tempo e configurações”.

Nossa! Mas que coisa complicada!

Vou explicar:

O TDAH tem ligação com uma síndrome genética que influencia certas funções do cérebro como: concentração, memória, atenção, esforço, impulsividade, organização e algumas habilidades sociais. Ou seja, o diagnóstico exige um exame detalhado de profissionais como psicólogo e psiquiatra para que o diagnóstico seja feito de forma correta.

Além disso, para que possa se cogitar da criança ou adulto ter essa síndrome é preciso ter pelo menos 6 sintomas relacionados, entre eles:

  • Desatenção a detalhes. Cometer erros descuidados nos trabalhos escolares ou no trabalho;
  • Com certa frequência parece não ouvir quando chamam;
  • Tem dificuldade de organizar tarefas e atividades;
  • Tem dificuldade em seguir instruções, terminar trabalhos escolares, tarefas domésticas ou começa vários trabalhos e não termina nenhum;
  • Facilmente se distrai;
  • Facilidade em esquecer atividades ou tarefas diárias que precisam serem feitas;
  • Se agita com muita facilidade, bate ou mexe insistentemente as mãos ou os pés;
  • Tem dificuldade de aguardar sua vez de falar, tende a se intrometer nas conversas constantemente;
  • Sobe ou corre em lugares desapropriados (no caso de crianças);
  • Impulsividade extrema (tomar decisões sem pensar, se irritar facilmente, etc).

Além disso, é necessário observar se esses sintomas ocorrem antes dos 12 anos de idade e se esses comportamentos refletem em mais de um setor da vida da criança ou do adulto. Por exemplo, na escola e em casa.

É preciso ver também se esses comportamentos comprometem de alguma forma a qualidade de vida do indivíduo ou prejudica significantemente sua interação social ou seu trabalho.

Como diagnosticar?

A melhor forma de fazer um diagnóstico é levar o paciente até um psicólogo ou um médico qualificado para fazer uma avaliação precisa e não baseada em alguns sintomas.

Muitas doenças podem ser semelhantes ao TDAH em certos aspectos, como o Transtorno de Ansiedade, Depressão ou Transtorno de humor. Então a melhor forma de saber é fazer um bom diagnóstico.

Infelizmente ainda vemos muitos diagnósticos mal feitos que podem acarretar anos de prejuízo ao portador da síndrome.

Tratamentos

Sem dúvida o melhor tratamento é a psicoterapia associada a medicação desde que receitada de maneira correta.

Hoje no Brasil existe um aumento alarmante no consumo de Ritalina. (Mais de 1000% nos últimos anos).

Existem casos de adultos ou pais que usam até sem terem certeza do diagnóstico baseado apenas em opiniões externas ou pesquisas feitas por conta própria.

A TCC (Terapia Cognitivo Comportamental) tem sido uma das terapias utilizadas com um ótimo índice de bons resultados. Mas qualquer outra terapia pode ajudar bastante o paciente.

A dobradinha análise e medicação adequada ainda é o melhor tratamento para esse transtorno.

É necessário também que o paciente aprenda a se educar e explorar seus próprios limites e padrões comportamentais e emocionais. O psicoterapeuta ajudará o paciente nessa empreitada. Tendo uma boa base, o paciente pode melhorar muito a sua qualidade de vida e evitar recaídas.

Então da próxima vez que você ouvir aquele vizinho dizendo que “fulano” tem TDAH. Desconfie e evite dar muita bola. Qualquer dúvida procure um profissional qualificado para fazer o diagnóstico correto!

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Texto: Fábio L R Costa CRP 05/54994

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