A pandemia do coronavírus criou um cenário de incertezas no mundo. A crise não foi apenas sanitária, mas econômica e social.

Ela nos obrigou a mudar as relações de trabalho e pessoais para evitar o contágio. O isolamento e o distanciamento social também modificaram nossos hábitos de consumo.

Diante desse cenário, soluções foram surgindo para equalizar as situações impostas pela doença, principalmente com suporte da tecnologia.

E a tendência é que algumas permaneçam mesmo depois que tudo passar. Uma delas é a telemedicina. Foi o que comprovou uma pesquisa da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP).

Levantamento da revista Exame junto às empresas de saúde também apurou 1,7 milhão de teleatendimentos desde a liberação do serviço.

Ficou interessado no assunto? Então, continue a leitura e saiba por que a telemedicina é uma das tendências para o pós-Covid-19.

A pesquisa

A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) realizou o levantamento “Tendências Covid-19” entre os meses de março e abril deste ano. A pesquisa coletou sinais e realizou exercícios de curadoria interdisciplinar.

Uma equipe avaliou tecnologias e comportamentos mais evidentes durante a pandemia e percebeu crescimento de cinco deles, dos quais a maioria sobre forte influência da tecnologia.

As análises mostraram a ascensão da telemedicina; legislativos atuando de forma virtual; ciência no centro de tudo; marketing de causa e; emergência do omniconsumidor, com a explosão do e-commerce e delivery.

Telemedicina

Os dados mostram que o atendimento online cresceu por três motivos: aumento do número de pacientes, saturação dos sistemas de saúde e medo de contaminação.

A FIEP ressaltou ainda que a consulta por vídeo chamada mantém os pacientes fora do risco do uso do transporte público, salas de espera e do convívio com pessoas em estágios graves da doença.

A Federação avaliou que- mesmo com a regulamentação apenas em caráter temporário durante a pandemia- o serviço pode nos surpreender com a sua continuidade como uma tendência para o cotidiano.

“Estar atento às tendências é fundamental para a compreensão das novas dinâmicas globais e, para visualizar novos mercados, oportunidades e formas de se relacionar em sociedade”, explicou a gerente executiva do observatório do observatório da FIEP, Marilia de Souza.

Números comprovam

A explosão da telemedicina no Brasil também foi alvo de levantamento da revista Exame, publicada no dia 13 de agosto. A revista apurou que foram feitas 1,7 milhão de consultas à distância desde a sua regulamentação no Brasil.

A apuração foi diretamente com as empresas e encontrou cinco delas que concentram a maioria dos atendimentos, sendo a Conexa na liderança, responsável por 1 milhão de atendimentos.

Na sequência vem a Amil, com 380 mil; Hospital Albert Einstein, com 100 mil; Hapvida, com 60 mil e; Fleury, com 30 mil.

Salto na pandemia

Além da segurança do paciente e do profissional de saúde- em casos onde é possível o uso da telemedicina- a economia de recursos também é outra vantagem do serviço.

Na medida em que o fluxo de atendimento é otimizado os custos caem. De acordo com dados recentes da plataforma de gestão em saúde DRG Brasil, com 1,8 milhão de diárias hospitalares e 500 mil pacientes, 37,% das internações poderiam ser evitadas.

Experiência Conexa

Com três anos de funcionamento, a Conexa foi a que mais cresceu na área durante a pandemia do coronavírus oferecendo serviços para hospitais, clínicas e operadoras de saúde.

De 50 pacientes por dia passou a atender 15 mil e assumiu a liderança no número de teleatendimentos no país, realizando 1 milhão, dos 1,7 milhão, concentrados nas 5 empresas alvo do levantamento da Exame.

A empresa não só cresceu em atendimentos como gerou empregos, ampliando o número de funcionários de 40 para 170, com aporte de 40 milhões de reais de investidores internacionais.

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