A contemporaneidade é uma realidade em todas as áreas da vida, inclusive na saúde.

Nesse contexto, o mundo tem necessidade de alcançar a modernidade em todos os aspectos, enquanto a sociedade tem grande potencial de se adaptar às transformações. Sendo assim, a telemedicina é uma importante ferramenta para enfrentar os desafios dos sistemas de saúde.

No artigo de hoje, iremos abordar sobre o que é e como funciona a telemedicina no mundo. Continue a leitura para conhecer sobre essa tecnologia, e sua proposta de mudança da realidade na saúde.

Infinitos conceitos da telemedicina no mundo

Segundo o artigo sobre a História da evolução da Telemedicina no mundo, há inúmeros conceitos sobre a telemedicina.

O primeiro, pela American Telemedicine Association (ATA), a telemedicina é a utilização de informação médica transmitida para outros locais, por meio online. Tem o objetivo de promover a saúde e a educação do paciente, para assim melhorar o autocuidado.

Já a definição usada pela National Air and Space Agency (NASA), seria integrar as tecnologias de comunicação e informação com os cuidados médicos para melhorar a saúde dos astronautas em vôos espaciais.

A Organização Mundial da Saúde por sua vez, esclarece que a telemedicina é a oferta de serviços aos cuidados com a saúde em locais distantes. Utiliza tecnologias de comunicação para o diagnóstico, prevenção e tratamento das doenças.

Portanto, vale ressaltar que esses inúmeros conceitos possuem algo em comum: o cuidado, promoção e melhoria da saúde.

A difusão pelo mundo

Na Europa, durante a Idade Média, ocorreu infestação de pragas no continente. Esse foi o primeiro relato do benefício da telemedicina.

Um dos benefícios mais importantes é o compartilhamento de informações e o auxílio ao tratamento à distância. Devido ao alto risco de contaminação, um médico ficou isolado na margem oposta de um rio, enquanto se comunicava com um agente comunitário do local que descrevia os sintomas, a evolução dos pacientes. Dessa forma, o médico orientava acerca da conduta.

Telemedicina na Europa

Na década de 70, já era utilizada a transmissão de dados para o auxílio de diagnósticos na Europa, fazendo conexão entre cidades pequenas e grandes centros universitários. 

Nos países como Groelândia e Dinamarca, há um inverno rigoroso, o que gera dificuldade de locomoção. Tal fato torna a telemedicina uma importante ferramenta para a saúde pública.

Além disso, os países europeus são conhecidos pelo aumento da expectativa de vida crescente. Necessita da telemedicina com constante monitoramento da saúde de idosos, trazendo redução de custos.

Telemedicina nos Estados Unidos

A telemedicina já é bastante consolidada no país. A grande finalidade na medicina norte americana é o monitoramento à distância dos sinais vitais, transmissão de exames de imagem para sua interpretação e laudos pelos melhores especialistas, laudos de ECG, entre outros.

Ademais, realizam consultas de pacientes por videoconferência, perpetuando a educação médica continuada por meio de portais e aplicativos.

Em 1993, a American Telemedicine Association (ATA) foi fundada pelos americanos, apresentando os seguintes benefícios: facilidade do acesso, informações médicas de alto valor sem deslocamentos, redução de custos e maior eficiência no tratamento.

Vale mencionar que um dos serviços da Telemedicina é o programa de Segunda Opinião a partir de videoconferências. Isso ocorre entre a equipe médica do Centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanês e um especialista do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center de Nova Iorque (MSKCC), a fim de chegar ao melhor e mais adequado diagnóstico, além da terapia correta para cada caso.

Telemedicina no Canadá

A experiência da Telemedicina surgiu desde 1950 e permanece com crescentes aplicações, em contínua expansão.

Essas aplicações da telemedicina são teleconsultas, telepatologia, telerradiologia, telepsiquiatria, teleducação, telemonitoramento, registros clínicos e permuta de informações entre médicos.

Telemedicina na Itália

É considerada uma das experiências mais antigas da Europa, com início nos anos 70.

Inicialmente, havia experimentos de Tele-ECG na universidade de Roma, com criação da primeira rede de transmissão de ECG, envolvendo 52 hospitais.

A telemedicina foi considerada como prioridade no Ministério de Pesquisa Científica e tecnológica da Itália.

Telemedicina no Oriente Médio

Foi criado em 1999 uma rede oftalmológica, com atuação em 10 centros de excelência. Estariam localizados em Israel, Jordânia, Marrocos, Autoridade Palestina e na Tunísia.

Este projeto teve como objetivo promover consultas por telecomunicação com 50 oftalmologistas para maior colaboração entre os médicos, redução de custos e superar barreiras políticas. 

Telemedicina no Japão

O Japão considera a telemedicina como grande estratégia na saúde. Possui aplicações práticas: sistema de informação tele médica em emergências, ambulâncias tele informatizadas, redes hierárquicas de assistência em saúde interligadas por Telemedicina, entre outras.

A cidade de Hakayama possui um sistema de transmissão de dados de exames laboratoriais, envolvendo várias clínicas ambulatoriais, hospitais e dois centros de patologia clínica.

Impacto social e os desafios no Brasil

A telemedicina possui a proposta de solucionar grandes desafios na área. Possui uma ampliação do acesso aos médicos em locais sem determinadas especialidades, menor tempo entre o diagnóstico e o tratamento, melhoria da qualidade da saúde, racionalização de custos e maior vigilância epidemiológica, colaborando nos rastreios de doenças de determinada localidade.

Quanto mais se vive, maior é a tendência do aparecimento de doenças crônicas e consequentemente, maior a procura pelo atendimento. A expectativa é que em 2050 haverá 2 bilhões de pessoas no mundo com mais de 60 anos.

Com isso, mais de 80% dos custos da saúde estarão relacionados a doenças crônicas. Portanto, a telemedicina no mundo apresenta diversas vantagens nesse aspecto. 

O acesso, equidade, qualidade e redução de custos são os principais problemas solucionados por essa tecnologia.

O relato do surgimento da telemedicina foi no final do século XX, mas ainda é considerada um instrumento relativamente emergente, já que enfrenta diversos desafios tanto de ordem social/cultural quanto técnica. Isso prejudica sua total difusão pelo Brasil.

Em virtude desses desafios, sabe-se que o grande limitador para essa evolução na área da saúde é a cultura conservadora, com incertezas e medos de não receber o diagnóstico e tratamento correto devido a substituição do contato presencial pelo virtual, gerando resistências às mudanças. Portanto, deve-se lembrar que ultrapassar essas barreiras é uma etapa importante para um novo caminho na saúde. 

Outro desafio importante é do ponto de vista institucional e profissional, pois é preciso se adaptar aos novos costumes, novas tecnologias e melhor treinamento para otimização do sistema.

Fronteira entre o cuidado à saúde e a tecnologia

Dessa forma, a disseminação da telemedicina no mundo representa uma mudança revolucionária na atenção à saúde. Porém, é preciso ultrapassar todos as barreiras e olhar para todas as mudanças proporcionadas, tanto à população quanto ao dia a dia do profissional.

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Texto: Lyz Tavares

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