É inegável que a sociedade atual está cada vez mais conectada, valendo-se da tecnologia para solucionar problemas para os quais, antes, parecia não haver solução. As adversidades que as distâncias físicas traziam estão sendo, gradativamente, superadas pelos programas de computador e aparelhos eletroeletrônicos, que aproximaram pessoas e romperam barreiras demográficas.

A área da saúde também não ficou para trás, especialmente o setor de diagnóstico por imagem, que continua aprimorando técnicas para que seus aparelhos sejam cada vez mais precisos e eficientes. Nesse contexto, surgiu o conceito de telerradiologia, que é a prática que permite aos médicos radiologistas analisar e emitir laudos de radiografias, ressonâncias ou tomografias remotamente, dentro de suas casas, por exemplo.

Continue a leitura para saber mais sobre o assunto!

O conceito de telerradiologia

A telerradiologia é um braço da telemedicina, uma vez que possibilita a emissão de laudos de exames de imagem pelo médico em qualquer lugar, desde que o profissional tenha acesso a um computador e ao software utilizado. Essa prática, além de diminuir os custos da clínica de radiologia, permite que os resultados e laudos dos exames sejam liberados mais rapidamente aos pacientes.

De acordo com o Conselho Federal de Medicina, na Resolução 2.107/2014:

“Art. 1º Definir a Telerradiologia como o exercício da Medicina, onde o fator crítico é a distância, utilizando as tecnologias de informação e de comunicação para o envio de dados e imagens radiológicas com o propósito de emissão de relatório, como suporte às atividades

desenvolvidas localmente.”

O CFM também estabelece que os médicos radiologistas que prestam serviço por meio da telerradiologia deverão contar com uma boa infraestrutura tecnológica (um computador que suporte os softwares utilizados, bem como a configuração ideal para reproduzir a luminância e o contraste necessário para o diagnóstico correto), além de obedecer a todas as regras de sigilo e tratamento de dados médico-paciente.

A diferença entre radiologia comum e telerradiologia

Na especialidade de radiologia comum, os médicos atuam dentro de uma clínica radiológica, emitindo os laudos em uma sala toda aparada com a infraestrutura necessária.

No caso de ultrassonografias, são eles que realizam os exames e emitem o resultado durante ou logo após o procedimento, sendo um dos únicos exames de diagnóstico por imagem impossível de ser laudado a distância.

Nos outros exames, como radiografias, ressonâncias ou tomografias, o médico radiologista somente acompanha o procedimento (que, em geral, é realizado por um técnico específico) e decide se o contraste deve ou não ser aplicado. Depois, as imagens são enviadas a ele, que as analisa minuciosamente e emite uma hipótese diagnóstica.

Essa última etapa pode ser inteiramente feita fora do espaço físico das clínicas, desde que, como dito acima, o local cumpra os requisitos necessários.

Dessa forma, não será preciso que a clínica mantenha toda uma equipe de radiologistas cobrindo integralmente seu horário de funcionamento, o que diminui os sintomas de esgotamento profissional dos médicos, reduz despesas da clínica e permite que ela invista em outros recursos que trarão mais benefícios aos pacientes (além de conseguir reduzir os valores de exames, por exemplo).

Como visto, a telerradiologia representa o futuro do setor de medicina de diagnóstico por imagem e as instituições de saúde que investirem nessa prática escolherão caminhos mais seguros rumo ao crescimento e ao sucesso.

Para o paciente, escolher clínicas que contem com essa modalidade pode ser ótimo, porque, como dito, muitas vezes, os preços dos procedimentos costumam ser mais baixos quando comparados a outras clínicas que não dispõem da telerradiologia.

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